
Robôs na sala de aula! Que desafios? turma 1
Apresentação
Desde cedo, as crianças começam a contactar com a tecnologia. Como utilizadoras ativas de tecnologias digitais, não digitais e interativas (Dias & Brito, 2016) é importante que a Escola possa acompanhar o contínuo desenvolvimento tecnológico e desenvolva estratégias para capacitar os alunos com competências que lhes serão, futuramente, fundamentais para saber agir nos diferentes contextos pessoais e profissionais. Essa importância está bem presente nas Orientações Curriculares ao recomendar o desenvolvimento de competências de resolução de problemas, articulando os domínios do pensamento lógico, matemático e computacional. Mais do que saber se um problema é fácil ou difícil, é importante encontrar uma solução, o que permite a utilização do pensamento computacional em muitas situações, incluindo as do nosso dia-a-dia, através da criação de diferentes cenários de aprendizagem. Esta metodologia proporciona momentos de aprendizagem ligadas ao aprender fazendo, nos quais os alunos aprendem a criar, a planear, a resolver problemas e a programar para construir algo com uma finalidade, articulando conteúdos das diferentes áreas do saber. Com esta formação, e tendo em conta o perfil do aluno e as OC para as TIC pretende-se (i)capacitar os professores para a realização de atividades potenciadoras do desenvolvimento de competências associadas ao pensamento computacional e à literacia digital nos alunos, e (ii)explorar as potencialidades dos robôs no ensino e na aprendizagem.
Destinatários
Professores dos Grupos 100, 110, 120 e 910
Releva
Para os efeitos previstos no n.º 1 do artigo 8.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores, a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 100, 110, 120 e 910. Mais se certifica que, para os efeitos previstos no artigo 9.º, do Regime Jurídico da Formação Contínua de Professores (dimensão científica e pedagógica), a presente ação releva para efeitos de progressão em carreira de Professores dos Grupos 100, 110, 120 e 910.
Objetivos
No final da Oficina pretende-se que os docentes sejam capazes de: Analisar as Orientações Curriculares expressas nos novos programas de Matemática para o Ensino Básico, especialmente, a integração do PC; Aprofundar o conhecimento didático e o conhecimento matemático requeridos para a implementação de tarefas promotoras de PC na sala de aula; Construir materiais e propostas de trabalho que promovam o pensamento computacional dos alunos; Experimentar tarefas enriquecidas pela tecnologia (programação visual, tangível e outras ferramentas digitais) em contexto de trabalho colaborativo. Explorar as potencialidades dos robôs no ensino e na aprendizagem; Questionar e refletir de forma crítica sobre a prática.
Conteúdos
Sessão 1 [componente teórica]: Enquadramento da Oficina e apresentação dos documentos orientadores (2:30h) Apresentação dos documentos orientadores: - Enquadramento da Oficina (objetivos, metodologia, conteúdos, calendarização, avaliação); - Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar; - Aprendizagens Essenciais das áreas curriculares do 1.º ciclo; - Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória; - Orientações Curriculares para as TIC no 1.º ciclo; - Conceito do pensamento computacional. Sessão 2 [componente prática]: Apresentação e exploração dos robôs (2:30h) Apresentação dos robôs beebot e blue-bot; Exploração das potencialidades pedagógicas dos robôs e concretização, no papel de alunos, de diferentes atividades. Sessões 3, 5, 7 e 9 [componente teórica-prática]: Construção de materiais/atividades (10h) Planificação e conceção de propostas de atividades que promovam o pensamento computacional em articulação com os diferentes saberes, enriquecidas pelos robôs. Pretende-se que, presencialmente, cada grupo: Defina o tema/conteúdo da disciplina a trabalhar e objetivos curriculares; Conceba a proposta de atividade definindo como aplicar, os materiais e recursos a utilizar, assim como a sequência e o tempo atribuído a cada uma das etapas da atividade. Sessões 4, 6, 8 e 10 [componente teórica-prática]: Apresentação, reflexão e debate (10h) Apresentação e partilha das atividades desenvolvidas; Debate, reflexão e avaliação sobre os resultados obtidos: Constrangimentos sentidos ao nível da construção da atividade, do tempo disponibilizado aos alunos, dos recursos utilizados, do envolvimento dos alunos, consecução dos objetivos pretendidos, receção/envolvimento dos alunos, ; Das potencialidades do uso dos robôs como recurso potenciador da aprendizagem. Avaliação formativa da Oficina (última sessão).
Avaliação
A avaliação dos formandos será realizada de acordo com estipulado no Despacho 4595/2015, de 6 de maio, com base nos indicadores abaixo indicados: Presença em, pelo menos, 2/3 do total de horas de formação; Participação nas atividades; Qualidade dos produtos resultantes da aplicação autónoma dos conteúdos; Relatório de reflexão crítica. A conclusão da Oficina implica a obrigatoriedade da elaboração e concretização das tarefas propostas em contexto de sala de aula, bem como da apresentação de relatório de reflexão crítica, obedecendo aos prazos acordados.
Bibliografia
Carvalho, R., Branco, N., Espadeiro, R. G. (2021). MatemaTIC: um projeto piloto para integração do Pensamento Computacional no 1.º ciclo do Ensino Básico. Educação e Matemática, 162, 60-64.Dias, P., Brito, R. (2016). Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais Um estudo qualitativo exploratório. Relatório Nacional Portugal. Centro de Estudos de Comunicação e Cultura. http://cecc.fch.lisboa.ucp.pt/images/site/BOOK_Criancas_e_Tecnologias_Digitais.pdfOrientações Curriculares para as TIC no 1.º CEB. (2018). http://www.dge.mec.pt/noticias/tic-na-educacao/orientacoes-curriculares-para-tic-no-1o-cebRamos, J., Espadeiro, R., Monginho, R. (2022). Introdução à programação, robótica e ao pensamento computacional na educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico. Necessidades de formação de educadores e professores. Évora, Centro de Investigação em Educação e Psicologia da Universidade de Évora. https://digital.dge.mec.pt/sites/default/files/documents/2022/177-14551b4676f7711407147b60af2f9a3f.pdfSilva, I.L., Marques, L., Mata, L., Rosa, M. (2016). Orientações curriculares para a educação pré-escolar. Direção-Geral de Educação. https://www.dge.mec.pt/ocepe/sites/default/files/Orientacoes_Curriculares.pdf
Anexo(s)
Formador
Maria Gorete Ramos Fonseca
Cronograma
Sessão | Data | Horário | Duração | Tipo de sessão |
1 | 20-03-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 20:30 | 3:00 | Presencial |
2 | 27-03-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 20:00 | 2:30 | Presencial |
3 | 03-04-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 19:30 | 2:00 | Presencial |
4 | 30-04-2025 (Quarta-feira) | 17:30 - 20:00 | 2:30 | Presencial |
5 | 08-05-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 19:30 | 2:00 | Presencial |
6 | 15-05-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 20:00 | 2:30 | Presencial |
7 | 22-05-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 19:30 | 2:00 | Presencial |
8 | 29-05-2025 (Quinta-feira) | 17:30 - 21:00 | 3:30 | Presencial |